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terça-feira, 9 de junho de 2009

UE, leis, empresários e imigrantes

UE aprova sanções penais para empresários que contratem imigrantes ilegais
25 de Maio de 2009, 17:31

A União Europeia (UE) aprovou em definitivo a aplicação de sanções penais contra empresários que contratem
imigrantes clandestinos, além da criação de uma autorização de trabalho - o "cartão azul" - destinada a estrangeiros altamente qualificados.

As duas medidas constam do Pacto de Imigração e Asilo, assinado em Dezembro de 2008, cujo objectivo é "organizar a imigração ilegal, combater a imigração irregular e edificar uma Europa do asilo".

Concretamente, o arsenal de sanções penais pretende mobilizar tanto empresas quanto particulares na luta contra a
imigração clandestina no continente.
Ver noticia em:http://noticias.sapo.pt/info/artigo/996351.html


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os portugueses continuam a emigrar.

http://imigranteseimigrantes.blogspot.com/imigrantes e imigrantes
Emigração
Número de emigrantes sobe 50% na Europa

Cinco milhões de portugueses vivem no estrangeiro, o que equivale a metade da população de Portugal. E, só nos principais países de destino europeu, a percentagem de emigrantes aumentou 52,6% entre 2000 e 2006, de 419 047 para 639 612, revela o Relatório Internacional sobre Migrações de 2007 da OCDE, a divulgar em Junho.

Os cidadãos nacionais continuam a emigrar para a Suíça, Andorra, Luxemburgo e até França. E, a estes, juntam-se os novos fluxos para Espanha e o Reino Unido. A Alemanha é o único país a registar uma diminuição de portugueses, menos 17 mil.

Os dados confirmam que Portugal não deixou de ser fonte de mão-de-obra de outras nações, apesar de a partir dos anos 80 se ter tornado também num país de destino. \"Os portugueses continuam a emigrar. E, quando se compara a evolução do emprego em Portugal entre 2003 e 2006, verificamos que este estabilizou. Se tirarmos o crescimento dos empregados, o emprego dos estrangeiros portugueses diminuiu, o que quer dizer que esses tiveram que ir para algum lado", explica Jorge Malheiros, o autor do relatório português.

A Europa é o continente de destino mais recente dos portugueses. A evolução de 2000 a 2006 dos principais destinos indica que há países, como a Espanha e Andorra, em que o número de portugueses duplicou, segundo os dados compilados pela Direcção-Geral dos Assuntos Consulares Portugueses e que serão publicados no relatório SOPEMI/OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). Na Irlanda, a subida é de 246%, mas é um país com poucos portugueses.

Estas são as estatísticas nacionais oficiais e, numa área em que é impossível contabilizar as saídas para os países do espaço Schengen, quer dizer que os números reais são muito mais altos que os indicados.•
Por exemplo, no Reino Unido, estima-se que vivam o triplo de portugueses, o que também acontece em Espanha. Neste último, o Ministério do Trabalho espanhol já indica 101 818 portugueses em Dezembro de 2007, ou seja, mais 25% do que no ano anterior.

Os novos fluxos migratórios traduzem-se em dois tipos de emigrantes. Os que vão à procura de um trabalho mais duradouro e se dirigem para a Suíça e para o Reino Unido e os recrutados por agências de trabalho temporário para Espanha, França e até Holanda.

Aqueles \"fluxos dirigem-se para destinos tradicionais e não tradicionais da emigração portuguesa, apresentam novas formas e ocorrem num contexto institucional marcado pela liberdade de sair do país e, crescentemente, pela possibilidade de livre circulação num espaço europeu alargado", explica José Carlos Laranjo Marques, no livro \"Os portugueses na Suíça, migrantes europeus".

O que diferencia Portugal dos restantes países da União Europeia é \"a manutenção de quantitativos importantes de saída (particularmente intensos em momentos de crise económica, como os experimentados na actualidade), em conjunto com fluxos de entrada maciços", acrescenta aquele sociólogo. E, no caso da Suíça, por exemplo, é previsível que continue a ser um pólo de atracção para os portugueses, para trabalhos sazonais, nomeadamente no sector da hotelaria.

É mão-de-obra recrutada por agências de trabalho temporário, quando não é por redes de emigração clandestina, modalidade de emigrar e de imigrar que está a substituir as redes familiares e de amizade das migrações tradicionais.

O grande núcleo da Diáspora portuguesa encontra-se nos Estados Unidos da América (1,3 milhões), na França (800 mil) e no Brasil (700 mil).

Observação, os números não incluem os Portugueses ilegais ou foragidos da Justiça Portuguesa.
Céu Neves in DN, 2008-05-05
In Diário de Trás-os-Montes

terça-feira, 7 de abril de 2009

Globalização

Conceito- Chave: Globalização
A Globalização é um dos processos de estudo da integração económica, social, cultural, política, com menores custos dos transportes e comunicação entre países a nível Mundial detectado no final do século XX e início do século XXI. É um fenómeno gerado pela necessidade da dinâmica capitalista de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos os mercados internos já estão saturados.

O processo de Globalização consiste na forma como os países interagem e aproximam pessoas e bens ou seja, interligam o mundo, tendo em consideração os aspectos económicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, criando uma nova fase de expansão capitalista, onde é possível realizar transacções financeiras e expandir os negócios que se encontravam restritos ao seu próprio mercado de actuação, para mercados distantes e emergentes, sem o investimento de um alto capital financeiro, tendo como consequência o aumento feroz da concorrência.

A exploração do homem pelo homem é, e sempre foi má, é preciso haver um peso e uma medida (por parte dos Governos), e ter o discernimento de separar o essencial do acessório. A exploração é sempre exploração,cabe também aos trabalhadores terem a coragem de denunciar e agir consoante a legislação de cada País e não ir pelo caminho mais fácil e usual que é afastarem outros só porque são portugueses ,italianos,Marroquinos ou qualquer que seja sua etnia,uma vez activos no Mercado de trabalho Global.

Já é antigo o fenómeno das migrações e do consequente conflito cultural que sempre a ele esteve ligado. Desde os primórdios, que o Homem, enquanto se humano,sempre foi migrante, nómada em busca de caça e de recursos naturais que lhe proporcionassem a subsistência, ou um espaço que lhe inspirasse alguma segurança. A permanente migração levou a uma evolução humana a sedentarização. Mas o facto de termos sido nómadas ficou marcado, para sempre, nos nossos genes humanos.

A arte, o desejo de estabilidade e de segurança com reflexo na organização social e urbana, bem como na divisão e especialização no trabalho foram conduzindo a uma sedentarização, em torno de um território e de uma identidade que nos trouxeram também fronteiras e estrangeiros mas nunca abandonámos o nosso destino migrante.
Hoje em dia, o ser Humano, passou a ser cidadão do mundo, procurando melhores oportunidades de emprego, segurança e condições de vida.

É cada vez mais normal encontrar nos diversos países diversas etnias, raças, culturas, crenças ou religiões no mercado de trabalho exercendo as mais diversas actividades ou profissões.É importante num mundo global, a valência dos direitos e valores do homem em todos os países de modo a proteger, educar e modificar os pensamentos locais em relação aos emigrantes por parte dos cidadãos dos países de acolhimento.

Á guisa da conclusão a interligação entre a abertura de Mercados (ética na competitividade) e o esbatimento de fronteiras, (ética para a igualdade e inclusão) obriga-nos a pensar como construir uma cidadania Mundial inclusiva e em qual contexto?
No da concorrência e lucro desmedido onde tudo é válido desde que a lei aparentemente seja cumprida de uma maneira hipócrita!

Ou numa utopia de valores morais, princípios éticos e direitos humanos onde o mundo sem dúvida seria um local mais bonito para explanar toda a capacidade humana de amar compreender e aceitar, as diferenças de todos os seres que nele coabitam.